Estando a pouco mais de um mês de embarcar para a Itália, e os sentimentos que me tomam são tão intensos quanto contraditórios. A ansiedade é como uma presença constante, não só por estar prestes a viver em outro país, mas também pelas questões que envolvem minha mobilidade reduzida.
Há momentos em que me pergunto: Será que conseguirei explorar as ruas de pedra das cidades históricas? Será que vou me sentir independente e confortável em um lugar tão diferente?
O desconhecido é
assustador, e a adaptação física me preocupa, mas junto com essa ansiedade vem
uma alegria imensa, a de me permitir viver algo que talvez muitos e inclusive
eu, imaginassem impossível.
Completarei 50 anos durante essa aventura, e essa felicidade não pode ser contida. A ideia de me reinventar, aprender uma nova língua e viver imersa na arte e cultura italianas me dá forças para encarar qualquer desafio.
Saber que cada passo, por menor que seja, vai representar uma conquista pessoal faz com que tudo valha a pena. Minha mobilidade é reduzida, mas meu desejo de viver essa experiência não pode ser mensurado.
Sinto-me desafiada e viva como nunca estive antes, pronta para
provar a mim mesma que nenhuma barreira física pode conter a vontade de
explorar o mundo e me redescobrir.

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