Um breve relato sobre mim
Eu estou me desafiando, a apreender usar os meios digitais para contar a minha história e hoje eu começo a contá-la.
Minha vida mudou aos 19 anos, para pior? Não sei, simplesmente mudou. Em um ambiente aconchegante 21/12/1993 minha amiga e comadre Márcia Correa fomos atropeladas na rua mais larga de Garuva. Lembro de cada segundo de como aconteceu, do susto, do choque, do medo, da dor e do desespero.
Viver em uma cidade pequena tem muitas vantagens, mas não nesta situação, pois não tem socorro adequado e isso dá muito medo.
Fui levado para o hospital em uma cabeceira (talvez você nem saiba que carro é), mas naquele momento era o que se tinha de mais rápido, a ambulância da cidade estava na oficina.
Nessa época a BR 101 estava sendo duplicada, o trânsito era caótico, poderia chegar em Joinville em 30 min ou 3 horas, então imagine o tamanho do problema.
Não tinha como esperar uma ambulância vinda de outra cidade. Fomos para o hospital São José em Joinville, eu já não sentia as pernas e a dor era alucinante.
Meu atendimento foi rápido assim que fez os primeiros rss, eu só escutava o “caso é grave” e todos a minha volta nervosa.
Então começou minha nova realidade, exames, cirurgias, tratamentos e longas internações. Estando com toda a pelve fraturada, coluna lombar, sacro e rompimento neural há 30 anos os tratamentos eram bem mais rudimentares, a medicina evoluiu muito.
Não sei quantos procedimentos já fiz, nem a quantidade de fisioterapia sei que foi muito.
Não serei hipócrita de dizer que sempre foi fácil, porque quem vem sorriso não vê a dor. Sempre acreditei que não adianta antecipadamente do que não se pode mudar, o acidente aconteceu, as sequelas ficaram agora só me resta viver dá a melhor maneira que eu consegui.
Nesse tempo de nova vida, me mudei de cidade, trabalhei, fiz duas faculdades, MBA, casei-me, viajei, dancei, me reinventei.
Experimentei tantas coisas que nem dá para enumerar e sigo experimentando inclusive quem me conhece sabe que nunca estive muito presente nas redes sociais e isso tem sido uma nova experiência.
Estou aprendendo como usar o meio digital para dividir minha história e minhas experiências. Pois acredito que ao dividir minha trajetória poderei ajudar e quem sabe inspirar quem sofre como eu.
Nunca acreditei que deveria me conformar com a situação, estou conformado que não tenho como mudar as lesões e sequelas, mas posso trabalhar para que elas não piorem ou apliquem novas.
Sigo em busca de novos tratamentos, protocolos e experimentos qualquer coisa que melhore minha qualidade de vida.
Como você se depara com as situações adversárias que surgem em sua vida?

0 Comentários
Deixe seu comentário.