Eu
comecei a escrever este texto antes da viagem, mas, com a correria, não
consegui terminar. E quer saber? Ainda bem, porque minha visão sobre o que
realmente é essencial mudou bastante depois da experiência.
Kit
de medicamentos: prioridade máxima
O
primeiro kit que preparei foi o de remédios de uso contínuo. Para quem não
sabe, eu tenho dores crônicas por conta de sequelas de um acidente
automobilístico. Por isso, conversei com meu médico, que me forneceu uma
receita válida para dois meses, tudo certinho.
No
caso do Canabidiol, além da receita atualizada, levei também a
autorização da Anvisa, já que aqui no Brasil o uso exige essa documentação. Fiz
muita pesquisa sobre as regras para entrar com essa medicação na Itália, mas
confesso que ainda fiquei insegura. Por precaução, distribuí as doses em
diferentes bagagens: cinco doses na bolsa de mão, um frasco lacrado na mala de
bordo e outro na mala despachada. Quem usa remédios de uso contínuo sabe: o
medo de precisar e não ter é real.
Kit
de primeiros socorros e remédios básicos
Levei
um kit básico: antialérgico, remédio para má digestão, dor de cabeça, relaxante
muscular e antigases. Tudo parecia certo até o primeiro dia em Castelraimondo,
na região de Marche. A estrada cheia de curvas me deu um belo enjoo... e eu não
tinha lembrado de trazer Dramin. Resultado: na primeira farmácia que
encontrei, comprei uma caixa com 6 comprimidos por £9,80 (no câmbio do dia,
quase R$ 60!). Um tanto caro quando comparado aos preços no Brasil, mas uma
lição aprendida.
Outra
compra inesperada foi um diurético. A combinação de aulas intensas, viagens
longas, festas, alimentação diferente e menos água (afinal, o ônibus não tinha
banheiro) me deixou tão inchada que nenhum sapato servia. Comprei o diurético e
funcionou, mas foi algo que poderia ter trazido de casa.
O
que mais deveria estar no kit?
Confesso
que esqueci completamente de trazer um kit de manicure. Nada, nadinha. A sorte
é que estava em boa companhia, e quem tinha o que faltava me emprestou.
Além
dos medicamentos, levei alguns itens essenciais:
- Algodão
e curativos:
sempre úteis.
- Talco
e protetor solar:
indispensáveis para o cuidado diário.
- Secador
de cabelo: salva
vidas, especialmente no inverno.
- Carregadores
de celular, adaptadores e extensão: nem sempre há tomadas perto, e isso já me salvou
várias vezes.
- Sombrinha
compacta:
"Mas Denise, não é mais fácil comprar uma lá?" Talvez, mas a
minha cabe direitinho na bolsa, e prefiro gastar esses euros em um café ou
gelato!
Dica
final
Minha experiência mostrou que planejar o que levar no kit de sobrevivência pode fazer toda a diferença. Cada item esquecido pode ser um imprevisto ou um gasto inesperado. Espero que minhas dicas ajudem você a organizar melhor a sua viagem e evitar surpresas! Me conta nos comentários como é o seu kit e se já passou por aperto em viagens.

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