foto retirada da internet
Há tempos eu sonhava em fazer um curso de Defesa Pessoal Urbana. Antes da pandemia, cheguei a experimentar uma aula. Foi um projeto da Prefeitura de Florianópolis, que oferece aulas gratuitas em parceria com diversas escolas de artes marciais da cidade.
A minha foi na Escola de Pa-Kua, pertinho de casa. Sai da aula encantada e com a intenção de continuar. Mas aí veio a pandemia, e esse desejo ficou guardado na gaveta, embora nunca tenha saído da minha cabeça.
Há alguns meses, recebi um convite da Escola de Pa-Kua para uma aula experimental de Arqueria . Fiquei super animado e, claro, aceitei! Me inscrevi e logo comecei as aulas. Primeiro com o mestre Ian @ mestre.ian , depois, por conta dos meus horários, passei a ter aulas com o mestre Pati @patiepassos
Foi aí que veio minha surpresa: a Pati era justamente a mesma mestra daquela primeira aula de defesa pessoal, anos atrás!
Nossas conversas reacenderam o tema. Descobrir que a defesa pessoal faz parte da metodologia da escola e, para minha alegria, outras pessoas da turma também se interessaram. Assim, o mestre Ian se dispôs a iniciar o primeiro módulo do curso de Defesa Pessoal Urbana .
Agora você deve estar pensando: "Mas o que faz uma pessoa como você, com mobilidade reduzida, querer fazer esse curso? Não é perigoso? E se cair, travar a coluna ou mexer na prótese?"
Pois é aí que está a beleza da técnica: defesa pessoal não é sobre força ou agilidade. Coisas que eu realmente não tenho. É sobre consciência, prevenção e autoconhecimento.
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Logo no início, o mestre explicou que quando se fala em defesa pessoal para mulheres, o foco principal é a prevenção . Ter consciência do ambiente e da situação em que podemos evitar muitos problemas. Além disso, o treinamento traz autoconfiança, e isso muda não só a forma como as pessoas se posicionam, mas também como os outros nos percebem.
Muitas vezes, essa mudança de postura já faz com que alguém mal-intencionado consiga uma vítima mais despreparada.
Nas aulas, aprenda movimentos práticos que ajudam a sair de situações complicadas. Às vezes, basta uma virada de braço para se livrar de um agarre, ou uma jogada simples de corpo. Claro, existem também técnicas mais elaboradas e impressionantes, mas o que quero destacar aqui é que mesmo eu, com minhas limitações, consegui aprender ferramentas que jamais imaginei possíveis .
E quer saber? Eu já entrei nas aulas armada. Sim, minha bengala não é só apoio: também pode ser usada na defesa, e isso me dá ainda mais segurança.
Escrevo esse texto para registrar como tem sido essa experiência incrível, mas também para agradecer à @escolapakua , ao mestre Ian (@mestre.ian) e ao mestre Pati (@patiepassos) pela sensibilidade e disposição em adaptar as aulas para mim.
Com certeza, essa é uma jornada que está apenas começando, e eu sigo animado para compartilhar cada passo (e cada flechada!) com vocês. 💪✨


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