Sempre ouço dizer que fazer amizades depois de adulto é mais difícil.
Não sei se isso é verdade. Eu, sinceramente, nunca tive problemas. Talvez porque eu circule por muitos grupos diferentes, essa dificuldade não me atinja tanto.
Nessa viagem, tenho o prazer de conviver com pessoas de diferentes países, etnias, idades e credos. Foi incrível! Convivi com adolescentes da Guatemala, com uma australiana simpaticíssima, inteligente e super querida.
Os argentinos me adotaram com um carinho imenso! Gente alegre, educada, afetuosa e ainda mais calorosa ao descobrir que moro em Florianópolis, considerada por eles como a “segunda capital da Argentina”.
Foi muito especial conhecer uma família que estava fazendo o intercâmbio: pai, mãe, filha e nora. O primeiro que conheci foi o Ocimar, pois estávamos na mesma sala de aula. Depois, ele me apresentou à esposa. Flávia, sua filha, e a nora se tornaram presença constante no meu dia a dia, com seu humor inteligente e boa energia.
Outro grupo querido foi o das amigas gaúchas, que viajaram juntas. Como todos somos do Sul, não faltava assunto!
Até no pessoal da escola conheci pessoas incríveis. Duas ucranianas, em especial, me marcaram. Mesmo com tudo o que está acontecendo no país deles, com familiares enfrentando momentos tão difíceis, eles se dedicaram com gentileza e fizeram de tudo para me integrar ao grupo.
Não consigo nomear todos os colegas que me marcaram e foram muitos. Cada um com sua atenção, e todos ficaram guardados no meu coração.
É claro que nem tudo foi um mar de rosas. Havia pessoas difíceis de conviver, um pouco individualistas, e como já disse em outro texto, parecia que ainda de estavam na adolescência, apesar da idade.
Apesar de alguns perrengues e decepções, dei muitas risadas e aprendi muito. E isso foi o mais enriquecedor dessa aventura.
Mas o que eu quero mesmo contar aqui é sobre uma amizade entre seis mulheres que começou na Itália e que, tenho certeza, vai durar para a vida toda.
Durante a preparação para a viagem, participamos de alguns encontros online organizados pela agência. Foi lá que conheci Sueli, Selma e Nanci. Eu já simpatizei com elas logo de cara, mas as conversas eram rápidas, e a interação ainda tímida.
Encontrei Sueli e Nanci no aeroporto de Roma e já fiquei encantada com as duas irmãs. Nanci é aquela agitada, inteligente e sempre fazendo alguma coisa. Sueli com sua vibração tranquila, alegre e passa aquela sensação calma. No dia seguinte, conheci a Selma no elevador. A primeira coisa que ela me disse foi:
— Nossa, como você é alta! Selma é direta, perspicaz e muito engraçada.
E foi assim que começou a nossa amizade a quatro.
Pouco depois, conhecemos a Renata uma das pessoas mais “good vibes” que já conheci na vida. Em seguida, a Silvia se juntou ao grupo, com sua calma e doçura. Foi assim que nasceu nosso grupo: Sorelle di cuore
(Irmãs de coração).
Essas cinco mulheres foram meu suporte durante toda a viagem. Nos ajudamos, incentivamos, rimos, choramos e desbravamos as juntas da Itália.
É claro que a gente sempre se conecta mais com alguém, e no meu caso foi com a Sueli. Ela foi minha companheira de caminhadas lentas, de risadas e de visitas às livrarias (ela também ama livros!). Muitas vezes, ela acabava ficando para trás comigo e nossos passeios eram sempre os mais tranquilos.
Posso dizer que nossa conexão foi instantânea. E como é bom conhecer e conviver com pessoas que te inspiram, que te acolhem e que te incentivam.
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1 Comentários
Te conhecer e poder dividir momentos incríveis com você, foi muito especial para nosso intercâmbio!
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